A HISTÓRIA DO BONDE - PRIMÓRDIOS Parte - 1 |
A HISTÓRIA DO BONDE (Parte - 1) A palavra Bonde define um veículo de transporte coletivo, que corre sobre trilhos urbanos assentados rentes e sem saliências no leito das ruas. Este veículo de transporte nascido na renascença, permanece atualmente trafegando em 325 cidades do mundo, percorrendo uma rede de 15 000 Km de trilhos. O Bonde que já teve tração: animal, a cabo infinito, motor a vapor, motor a gasolina, ar-comprimido, e motor elétrico. Atualmente estuda-se o retorno do bonde nas grandes cidades. Onde retornaria com um novo formato, mais rápido, mais confortável e mais silencioso, conhecido como VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos). O Bonde é um veículo de transporte previsível, e repleto de sensações agradáveis. O Bonde elétrico tem um som característico, e um cheiro peculiar. (O Bonde é ecológicamente correto, libera ozonio que purifica o ar). O Bonde é um dos últimos veículos da era do romântico, descende de diligências, das quais herdou a tração animal, e evoluiu para ser o primeiro veículo de transporte auto-propelido. Deixou descendentes importantes: o Troleybus e o Metro. E deixou ainda uma enorme saudade. A paisagem vista do bonde é isenta do movimento vertical (subir e descer) que impulsionado pelo bonde, nos da a sensação de estármos seguindo sempre em linha reta, onde a paisagem corre aos nossos olhos como uma cena cinematográfica. O barulho cadenciado dos bondes, ao passar pela emenda dos trilhos, deixava aos ouvidos a nítida sensação das rodas deslizando sobre os trilhos. Os primeiros Bondes eram montados como as carruagens e diligencias. Fruto do trabalho de Carpinteiros que recortavam da madeira, as diversas partes, encaixando e colando uma nas outras. Para as peças mais solicitadas Ferreiros forjavam em ferro reforços, apoios e articulações para sustentar peso, e resistir ao tempo. Nos primordios o Bonde é fabricado artesanalmente com materiais orgânicos como: Madeira, lona, cola, couro, cordas, e verniz. AS DILIGENCIAS. Os transportes sempre evoluíram pressionados por necessidades de seus usuários. Os atuais sistemas de transporte público tiveram sua origem na Europa durante os séculos; 16 e 17. Onde carruagens tracionadas por cavalos efetuavam o transporte de passageiros entre as principais cidades da Europa. Mas o serviço era irregular, lento e desorganizado No período anterior a revolução industrial, as pessoas se deslocavam por intermédio de longas caminhadas. Para os mais afortunados charretes, tilburis, carroças, carruagens. Obs: Possuir uma carruagem, significava ter: A carruagem, cavalos , cocheira, cocheiro, tratador, arreios, feno, cavalariço, tratador etc. Existiam diversos outros tipos de veículos de tração animal usados para o transporte dentro das cidades. Assemelhava-se ao táxi moderno em termos de serviço e operação. Mas prestavam um tipo de transporte totalmente inadequado ao transporte de massa, devido à baixa velocidade, e à pequena quantidade de passageiros transportados. E devido a isso os problemas de transporte foram se agravando nas grandes cidades do mundo Nova Yorque, Londres e Paris O OMNIBUS (Diligencias). Tentando solucionar o problema, foram usadas diligências maiores para levar mais passageiros ao longo de rotas pré-estabelecidas dentro das cidades, em 1819 rotas regulares eram operacionais em Paris. Um serviço semelhante começou na Cidade de Nova Iorque em 1827. Este primeiro veículo de transporte coletivo lembrava uma diligência puxada por cavalos. Carruagens puxadas a cavalos não era nenhuma novidade, já existiam há muito tempo transportando pessoas onde elas queriam ir. O que era novo e diferente nos ômnibus é que estes veículos percorriam um trajeto determinado entre dois pontos da cidade, passando sempre pelas mesmas ruas, e cobravam uma tarifa muito baixa, que quase todos podiam pagar. Para aumentar a quantidade de passageiros transportados, criou-se um vagão (Diligencia) de tração animal maior, projetado para o transporte de vários passageiros em pequenas distâncias. Este veículo recebeu o nome de ômnibus, e operou com sucesso na cidade de Nova Iorque no ano 1827. Devido a boa aceitação por parte dos usuários, este tipo de veículo foi logo copiado em outras cidades do mundo. Seu idealizador foi George Shilliber, que também construiu o primeiro ônibus para uso em Paris e Londres em 1829. Agora não era mais necessário que as pessoas possuíssem uma carruagem e um cavalo (Mais um cocheiro, um cavalariço, um monte de alfafa etc). para poder se locomover de um ponto a outro da cidade. Tudo você tinha que fazer era espera o ômnibus, e quando o ômnibus vinha rua abaixo, as pessoas que quisessem subir a bordo acenavam com a mão, assim o condutor o encostava no meio-fio para os passageiros poderem subir a bordo. O condutor ia sentado em um banco em cima do ômnibus, exatamente como um condutor de diligência. Quando os passageiros dentro da boleia queriam descer do ômnibus, bastava eles puxarem uma correia de couro. A correia de couro estava atada ao tornozelo da pessoa que estava dirigindo o ômnibus, e quando o condutor sentia a correia de couro ao redor o tornozelo sendo puxada, ele sabia que um dos passageiros queria descer. Os ômnibus puxados a cavalos percorreram as cidades da América de 1826 até aproximadamente 1905. Muitos museus preservam exemplos deste antigo veículo de transporte urbano. Este veículo foi utilizado na cidade de São Paulo (1865) e demais cidades brasileiras. Pesquisa Werner Vana |
Pesquisa Werner Vana |