A HISTÓRIA DO TRÓLEBUS: Foi em abril de 1882, que Werner von Siemens, da Cia. Siemens & Halske, experimentou na cidade de Halensee (Berlin / Alemanha), uma carruagem equipada com motores elétricos. Um "Contaktwagen" devido ao motor elétrico ser alimentado por "contato" com cabos aéreos. Mais tarde o veículo ficou conhecido como "Elektromote". E muitos consideram este veículo, o ancestral dos trólebus. Em 1901 tem inicio uma outra experiência para o transporte comercial de passageiros e cargas, entre as localidades de Königstein, Hütten e Königsbrunn (um balneário). Utilizando veículos com motores elétricos, a empresa denominada "Bielatal" funcionou até 1905. Os veículos denominados pelos usuários como "Elekthrichen Ômnibus" (Ônibus Elétrico) percorriam a distancia de 9km. em 45 minutos. Em 1905 a empresa cessou atividades em razão da concorrência de uma linha de bondes elétricos. |
Berlin, o primeiro trólebus comercial |
Para bagagens e cargas, um reboque bagageiro |
O TROLEBUS NA CIDADE DE SÃO PAULO 1949 A cidade de São Paulo foi à pioneira no Brasil a utilizar o sistema de transportes por Ônibus elétricos (trólebus). Quando em 22 de abril de 1949 inaugurou sua primeira linha de trólebus fazendo o percurso Aclimação - Praça João Mendes, substituindo a antiga linha de bondes Nº 19. Na viagem inaugural o Trólebus teve como condutor o Governador do estado de São Paulo, Dr. Adhemar de Barros. O Trólebus como o bonde são veículos ecologicamente corretos não emitem poluentes que contamina a atmosfera das cidades. O trólebus apresenta um desempenho similar aos veículos movidos a Diesel (que poluem a atmosfera). Apresentando um ruído muito menor. |
1949 Av. São Luiz o Primeiro Trólebus, Aclimação. |
1957 Trólebus J.G. Brill (USA) |
1978 Trólebus Villares |
1949 Trólebus Pullmann |
LIGHT/CMTC Em função de Decreto Federal, a Light que desde 1900 operava o transporte coletivo da cidade de São Paulo (Bondes). Deixou de operar o transporte coletivo da cidade de São, quando foi instituído o monopólio dos transportes coletivos na Capital. Todos os Bondes da Light foram transferidos para a CMTC. Em 47 anos de atividades a Light havia transportado aproximadamente 8 bilhões de passageiros, em 300 quilômetros de linhas operadas por 587 bondes de diversos tipos, com a mesma tarifa, durante 38 anos. Para administrar o monopólio foi criada a CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos). À zero hora do dia 1 de julho de 1947, a CMTC assumiu a operação de todo o sistema de bondes e ônibus da cidade de São Paulo. Trinta dias após em 1 de agosto de 1947, a primeira providencia da CMTC foi aumentar o preço da tarifa de 200 Reis que já perdurava 38 anos sem aumento. A CMTC passou a passagem para 500 Reis. Foi um caos Os passageiros se revoltaram nas ruas, bonde e ônibus foram queimados. A população tentou atacar a prefeitura. Alegavam que o patrimônio encontrava-se decadente e ultrapassado. As tarifas haviam permanecido inalteradas por 38 anos e os tempos já eram bem outros; os ônibus concorriam com os bondes. Foram feitas tentativas de recuperação. Novos veículos foram adquiridos, os serviços reformulados, mas não se logrou êxito.... OS TRÓLEBUS Para inaugurar a primeira linha de trólebus em 22-04-1949, o percurso Aclimação - Praça João Mendes. Foram importados 30 ônibus elétricos, 20 unidades da fábrica Westram (USA), 06 Pullmann também americanos, e 4 British United Transit Co. (BUT) da (Inglaterra). Mediante o exito obtido, em 1953 foram importados 51 trólebus WAGGON FABRIK UERDINGER com carroceria Henschel e motorização "Siemens-Schukert" (alemães). Foram ainda adquiridos mais 75 unidades usadas da J.G. Brill. (USA). Em meados de 1958 as empresas Villares, Massari, passaram a fabricar trólebus no Brasil, quando a CMTC encomendou o primeiro lote de trolebus fabricado no Brasil CMTC - FABRICANTE DE TRÓLEBUS. Com a implantação da industria automobilistica no Brasil, epoca de gasolina barata, houve uma alteração nas políticas de circulação urbana nos municípios brasileiros. Os bondes foram extintos, e foram construidas as grandes avenidas, para desafogar o trânsito. Os sistemas de trolebus previstos para serem implantados, foram cancelados. Com a falta de pedidos os fabricantes de trólebus logo mudaram de atividade. Mas a CMTC necessitava de trólebus e passou a fabrica-los em suas oficinas. E assim a CMTC tornou-se um dos maiores fabricante de trolebus do mundo, montou cerca de 150 veículos. O sistema de trólebus na cidade de São Paulo, alcançou o seu auge em 1968 com a circulação de 230 veículos distribuídos em 14 linhas e uma rede elétrica de 138 km de extensão. Em 1971, a CMTC montou o seu último trolebus. 1973 A CRISE A crise do petróleo em 1973, mostrou a importância do transporte público nas cidades brasileiras, foi quando os politicos descobriram que os veículos que não dependiam de combustiveis derivados do petróleo, como o trolebus eram muito importantes.... O governo então anunciou um grande plano para a implantação de uma extensa rede de transporte, onde circulariam 1.500 trolebus, dos quais 450 articulados, estes trólibus circulariam em corredores exclusivos. A indústria nacional voltou a produzir, mas a frota envelheceu e linhas foram desativadas. sómente em 1979 começaram a rodar os primeiros veículos de nova geração, com normas para ônibus "Padron" (12 metros de comprimento), foram introduzidas inovações tecnicas e de conforto. Mais uma vez a realidade foi outra, no inicio de 1980, o Governo Federal deixou de cumprir seu apoio financeiro às Prefeitura para a continuidade da expansão da rede de trólebus e elevou as tarifas de energia elétrica, encarecendo os custos operacionais do sistema..... |
Veja as Fotos dos trólebus 2002, nos Links abaixo: |
120 ANOS DE TRÓLEBUS São Paulo em 2002 |
Site em construção por: Luiz Augusto Silva de Toledo & Werner Vana |
Os Ônibus-Elétricos da Cia. Bielatal, eram veículos idealizados pelo
Engº Max Schieman, e foram montados com motores, controlers, coletores e toda parte
elétrica encomendada a Cia. Siemens & Halske (mais tarde "Siemens-Schukert"),
um fabricante de bondes e locomotivas elétricas. O protótipo deste veículo foi exaustivamente testado, em um trecho de 3 quilômetros, onde se havia instalado uma rede elétrica bipolar com cabos (arames) de cobre suspensos, alimentados por um gerador elétrico acionado por uma roda d'água instalada no rio Biela. O protótipo deste veiculo era movido por corrente continua (DC) de 460 volts, alimentando um motor de 8 cavalos (6 KW) regulado através de um reostato de 6 Kw. nos testes utilizou-se um reostato liquido (Água e Sal). Quando em operação utilizou-se um reostato resistivo. Durante os testes, ficou demonstrado que a velocidade ideal do veículo, deveria ser de 12 km/h. Também ficou comprovado que a capacidade de carga ideal dos veiculo deveria ser para 20 passageiros. Os testes de dirigibilidade mostraram que o veiculo poderia se afastar 3 metros para cada lado dos cabos aéreos, sem ocorrer o risco da haste desconectar dos mesmos. Os veículos dotados de suspensão com molas, apresentavam um relativo conforto aos passageiros |